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quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Jabuticaba Um estudo da ouropreto-ourtoworld.jor




Tudo tem sua hora e sua vez no esquema universal, pois inutilidade absoluta não há debaixo do sol e em parte alguma. O que hoje não tem significado amanhã poderá ter, e o que está na crista da onda, amanhã poderá estar no ponto oposto das considerações mundanas. Vêm-me à mente tais considerações quando vejo a efêmera jabuticaba emergir da insignificância para assumir papel motivador de uma festa, ainda que ela própria nem tanta participação tenha, em razão de sua presença tão fugaz como fruta nos pomares e quintais. A jabuticaba sempre foi um referencial de Cachoeira do Campo, cujos quintais se destacam de longe pela copas arredondadas das centenárias jabuticabeiras. As doces "pretinhas" sempre foram apreciadas, e, antes de Cachoeira do Campo despertar para o desenvolvimento que agora ocorre (embora muitos o neguem), elas eram pretexto para uma visita daqueles que daqui partiram em busca de algo mais, que o torrão natal não podia proporcionar. Fora isso, a jabuticaba era mais uma curiosidade e extravagância da natureza, que nunca havia despertado o mínimo interesse econômico. Servia como passatempo nas noites quentes, quando nada havia para fazer, e, grupos se formavam para incursões em quintais alheios, onde as jabuticabas pareciam mais saborosas do que as que colhíamos em nossos domínios. Quando regressávamos às nossas casas, descobríamos que outros faziam o mesmo em nosso quintal. Mas, nada de cestas ou sacolas cheias. Cada um consumia diretamente da árvore o que agüentava e, pronto: no máximo algumas nos bolsos para completar a "farra". Nada de depredações ou qualquer tipo de dano aos proprietários "visitados", e muito menos, insultos ou agressões contra os mesmos, quando os "visitantes" eram apanhados em flagrante. O comércio da fruta limitava-se à venda dos pés de jabuticaba, modalidade em que o comprador podia colher toda a produção ou quase toda de determinada árvore, facilitando a limpeza do quintal, pois se o proprietário não tinha condições de consumir tudo, as frutas viravam vinagre quando caiam ao chão.
Além daqueles que entram pela porta da frente e as compram, hoje elas são disputadas também a tapas por fedelhos e marmanjos que invadem quintais, na maior "cara-de-pau", diante dos donos desafiados com toda a sorte de insultos e ameaças. O que conseguem furtar é vendido por até dois reais ao litro mal medido.
Devido às suas peculiaridades, a jabuticabeira pode ser considerada uma extravagância da natureza. Entre o nascimento da muda e a produção das primeiras frutas, o tempo mínimo é de dez anos. O tamanho, a robustez e a longevidade alcançada pela jabuticabeira sugerem frutos de natureza mais resistente, duráveis e até maiores. Entretanto, tudo é o contrário do que pede sua aparência. Desde as minúsculas flores amarelas, que envolvem o tronco e os galhos até as extremidades, a jabuticabeira só mostra delicadeza no cumprimento da função de perpetuação da espécie. Ao contrário de outras frutas, que pedem sol, a jabuticaba o dispensa e é mais saborosa quando sua maturação se dá com bastante chuva. Da floração à maturação completa são apenas quarenta dias e, para se azedar e cair são mais sete dias, no máximo. Depois de colhida, a jabuticaba não alcança vinte e quatro horas sem que se azede. Em menos de cinqüenta dos trezentos e sessenta e quatro dias do ano, a jabuticabeira oferece a beleza da floração, do desenvolvimento das continhas verdes, da conversão destas em frágeis e negros receptáculos do néctar tão apreciado, fechando-se o ciclo com o prazer de saborear a fruta. Tudo muito rápido, porém sem ter diminuída a sua importância.
Olhando bem uma jabuticabeira e considerando o que ela proporciona, chegamos à conclusão que, em alguns aspectos, a vida humana a ela se assemelha, quando o homem mostra de avaliar sua própria existência pela pujança com que se apresenta em dotes culturais em dotes culturais/intelectuais e poderes políticos/econômicos. Embora uma vida se sobressaia em tudo isso, seu verdadeiro objetivo, previsto no plano cósmico, pode estar resumido num simples ato não percebido pelos olhos mundanos. Uma vida pode se estender por oitenta, noventa anos, tornando-se realidade muitos projetos considerados importantes pela sociedade humana, porém sua principal missão pode estar circunscrita a apenas um momento, se sem que figure entre os grandes feitos. (publicado no jornal O LIBERAL em novembro/97)


Curiosidades sobre a jabuticabeira e a jabuticaba
Em condições climáticas normais, o período entre a floração e a maturação da fruta compreende cerca de quarenta dias
Depois de madura, sua durabilidade não vai além de cinco a sete dias.
A jabuticaba, ao contrário de outras frutas, depende mais de chuva de que do sol. A chuva se torna prejudicial somente nos dois ou três depois de abertas as flores, período em que ocorre a polinização. Para a polinização é imprescindível a contribuição das abelhas. A jabuticabeira tem uma copa arredondada e totalmente fechada pelas folhas, que são miúdas. Ao se abrirem as flores, as folhas caem e, assim, espaço é aberto para a aproximação das abelhas. Findo o período da polinização toda a árvore se refolha.
Pode-se chupar de cinco litros ou mais de jabuticaba e ficar plenamente satisfeito, mas uma hora depois, outro tanto é plenamente consumido pela mesma pessoa.
Pessoas com tendência a prisão de ventre devem ter certo cuidado ao chupar jabuticabas. Quem engole os caroços (sementes) crê que o ressecamento intestinal é causado por eles, mas, nas verdade, deve-se o "entupimimento" ao fato de o suco da fruta funcionar como secante. Portanto, o desconforto não é provocado pelos caroços. Estes apenas agravam a situação. O ideal é ingerir fibras.  Aos que têm o problema, aconselha-se mastigar e engolir algumas cascas da própria jabuticaba e não engolir caroços.
Em tempo de jabuticaba, mulheres se postam nas esquinas de Ouro Preto com os respectivos balaios cheios das "pretinhas". É um dinheirinho extra que ganham, na venda da fruta aos turistas. As frutas são colhidas pela madrugada e levadas para Ouro Preto no bagageiro de ônibus. Toda a produção se localiza nos distritos. Nos quintais da sede do município, a jabuticaba é fruta rara.
Em Cachoeira do Campo, a venda fica por conta de adolescentes postados junto aos vários "quebra-molas existentes no trecho urbano da "Rodovia dos Inconfidentes". Os politicamente corretos compram a fruta nos quintais produtores, outros as furtam descaradamente para vender
Como o processo de deterioração da fruta se processo muito rápido, a melhor maneira de consumi-la é diretamente na jabuticabeira. Para isso, é melhor vestir uma roupa velha e subir na árvore sem preocupação com a sujeira. As frutas crescem em meio às milhões de flores secas, que formam uma grande massa marron. Quando o tempo está chuvoso, o incômodo se torna maior, mas, em compensação é quando a jabuticaba está melhor. Quem escala um jabuticabeira, para colher jabuticabas, tem que se integrar com a árvore, sentir-se quase um galho dela. Só assim, pode-se melhor sentir o prazer de destacar a fruta e levá-la diretamente à boca, mesmo que contenha algum cisco. Assim como as frutas são vendidas para os atravessadores que as apanham para vender nas ruas, há proprietários que as vendem para os que se dispõem a saboreá-las diretamente no pé. Combina-se o preço e o comprador se farta da fruta, sem direito de carregar para fora dali. Consome-se o que aguenta e pronto. Quem não se dispõe ao incômodo de subir na árvore, sujar-se, arranhar-se e correr o risco de uma queda, não tem o direito da escolha das maiores, das mais doces, das mais brilhantes, etc.
A jabuticaba é muito frágil, mas a jabuticabeira é justamente o contrário. Sua robustez impressiona. Entretanto, ao escalar uma há que se ter o cuidado de verificar o galho em que se firma. Estando verde, um ramo da grossura de um dedo resiste se utilizado como apoio em sua junção com o tronco ou galho maior. Entretanto, se estiver seco, ali estará o perigo, não importando a grossura do galho. Antes de se firmar com os pés ou as mãos, é indispensável saber se está seco ou verde. E é fácil a identificação. Se tiver folhas nas extremidades, está verde. Se não as tiver, procure outro ponto onde pisar, porque o chão o espera.
Finda a curta temporada da jabuticaba, a jabuticabeira deixa de chamar a atenção e assim deve permanecer por um ano, mas algum tempo depois ela renova toda sua casca. Do tronco até às pontas dos ramos, a casca se solta em pedaços, para que outra tome o lugar. Nesse fenômeno reside curiosa defesa da árvore. A chamada "erva de passarinho", praga que abafa qualquer árvore maior,  não tem vez com a jabuticabeira. A erva se estende sobre sua copa, mas na troca da casca, perde sustentação e morre. Talvez seja a única árvore que não se deixa dominar pela "erva de passarinho".

Entre as aves há uma espécie que também aprecia a jabuticaba, tanto quanto nós humanos. É a maritaca (maitaca ou maracanã em outras regiões), que a esta época sobrevoam Cachoeira do Campo em grandes bandos barulhentos à procura da fruta. O curioso é que, enquanto ocupadas com as frutas, elas permanecem em silêncio total, como se por medo de serem descobertas. Só se escuta o barulho das cascas caindo no chão. Ao se verem descobertas alçam vôo na maior algazarra. Ainda bem que elas não descem muito pela árvore. Limitam-se à copa. Se descessem, talvez não sobrasse muita coisa para nós outros.


A Festa da Jabuticaba, promoção anual  do Lions Clube de Cachoeira do Campo, que tem acontecido, às vezes, depois que elas se foram,  será realizada mais cedo neste ano. O evento está marcado para os dias 10, 11, 12 e 13 de outubro. Possivelmente alguma jabuticaba haverá, pois algumas jabuticabeiras se adiantam na produção. Entretanto,, o forte da safra mesmo deverá ser no fim de outubro, a partir do dia 26

Uma jabuticabeira adulta. As fotos da coluna ao lado foram tomadas nesta árvore

Algumas jabuticabeiras não oferecem facilidades para a escalada do colhedor de jabuticabas. O jeito então é improvisar alguma ajuda. Repare no travessão a unir dois grandes galhos

As jabuticabas brotam tanto no tronco ao nível do solo quanto nas extremidades dos galhos mais finos. As frutas das pontas ficam por conta da passarada

Como se pode verificar pelas fotos, nem sempre as jabuticabeiras oferecem facilidades para a colheita, que deve ser feita, de preferência, manualmente. Aliás, o ideal mesmo é ela ser consumida ali mesmo "no pé".Mas há quem tem medo de trepar (é o termo usado) na jabuticabeira, ou que não trepa porque se sente diminuído ao nível do macaco.
Entretanto, para uma colheita mais rápida já se desenvolveu um aparelho que, até certo ponto, dispensa a subida na jabuticabeira. Para a turma "pó-de-arroz" é o ideal.
Clique aqui para ver que na colheita da jabuticaba já se aplica




Conforme previsto logo na abertura desta página, as jabuticabas atingiram o ponto ideal da maturação no ida 26 de outubro. E também conforme já se esperava, as "pretinhas" ficaram muito aquém do tamanho ideal, como consequência da ausência de chuvas. Poucas frutas ultrapassaram o diâmetro de 19mm.
NOVEMBRO 2003
Este é o pior ano quando à produção e qualidade da jabuticaba. Hoje, 1º de novembro, as frutas estão prontas para a colheita, mas quem conhece a jabuticaba está sem entusiasmo até para chegar debaixo da jabuticabeira. Quase não choveu  (praticamente, só uma chuva leve entre a floração e a maturação)e por isso as frutas perderam qualidade. As "pretinhas" não combinam com sol forte. Se as chuvas tivessem sido regulares, no dia 23 de outubro já teríamos jabuticaba, uma vez que a floração se deu no dia 13 de setembro. Portanto, houve atraso na maturação, fato muito raro em se tratando da jabuticaba. Além disso, a floração foi em quantidade bastante reduzida, o que talvez tenha contribuído para a abertura de mais flores quando caiu a única chuva durante o período. E essas flores se perderam. Até a Festa da Jabuticaba teve problemas com sua realização, que já teria acontecido, se não fosse o "distrato com a produtora, que não cumpriu alguns de seus compromissos", conforme comunicado do Lions Clube Cachoeira do Campo ao público. A Festa da Jabuticaba foi remarcada para os dias 14, 15 e 16 de novembro/2003, no Clube do Cavalo


Nenhuma jabuticaba no tronco, que anos anteriores ficava todo coberto
Não há a grande aglomeração de frutos

A falta de chuvas é denunciada pela terra seca coberta de folhas secas debaixo das jabuticabeiras. O normal nesta época seria barro e muita jabuticaba repisada
 Contudo, a venda da fruta nas esquinas de Ouro Preto continua. As calçadas estreitas  são obstruidas pelas caixas e cestas de jabuticaba, causando sérios transtornos aos pedestres, que ainda têm de se preocupar em não pisar nas cascas lançadas por mal educados. Qualquer  descuido, uma pisada em casca, uma queda e perna quebrada! Mas, o maior perigo é quanto ao consumo da fruta ali mesmo, sem saber como e onde foi colhida. Não há garantia de toda ela ter sido colhida no pé; alguma pode ter sido apanhada no chão; não se sabe como foi seu manuseio até chegar ao ponto de venda. 


Derivados da jabuticaba fabricados, atém bem pouco tempo produzidos de forma artesanal apenas, já mostram alguma sofisticação. É o caso do licor caseiro Sendero Ouro Preto, fabricado na Fazenda Castelo de Shangri-lla, em São Bartolomeu-Ouro Preto.


Em garrafas de 290ml e 500ml o Sendero Ouro Preto é boa sugestão de brinde por ocasião das festas natalinas. O mesmo fabricante produz ainda o Licor de Rosas Shangri-lla e a cachaça Heliodora. Contatos podem ser feitos pelos tels (031) 3333-3399  e 9946-3399

OUTUBRO 2004
Parece-me que nos distanciamos, cada vez mais, do equilíbrio existente outrora na produção de frutos em nossos quintais. E a jabuticaba, fruto sensível e de características tão especiais, sofre maior impacto, a julgar pelo que se tem verificado nos últimos anos. Alterações climáticas não têm permitido a regularidade da produção e assim temos frutos menores, ocorrência da flo em várias etapas na mesma safra e árvore, além da ocorrência de pragas como o fungo amarelo. Neste ano, com a irregularidade das chuvas, várias florações menores e esparsas ocorreram em cada árvore no mês de setembro, em lugar da única e uniforme que resultaria na safra a ser colhida em fim de outubro e princípio de novembro. Somente hoje, 15 de outubro, uma grande florada ocorre. Contando-se quarenta dias entre a florada e a jabuticaba pronta para a colheita, conclui-se que somente em 25 de novembro teremos as doces pretinhas. As jabuticabas em fase de crescimento não poderão ser colhidas, sem prejuízo das que agora nascem. Cairão ou farão a festa das barulhentas maritacas.
Assim como existem botões por abrir, em outros pontos desta jabuticabeira há jabuticabas quase no ponto de serem consumidas
Repare a presença de botões fechados em às flores. Outrora as floradas eram mais uniformes
Outro fator contrário à jabuticaba em Cachoeira do Campo é a expansão urbana. O parcelamento dos quintais em lotes para edificação tem feito desaparecer muitas jabuticabeiras, sem que se cuide de compensar os cortes com plantio de mudas. Caberia à Prefeitura Municipal de Ouro Preto adotar uma política de preservação da cultura dessa fruta, mas o tempo dos políticos ouropretanos é pouco para a prática de suas picuinhas. Enquanto isso, vale a manifestação feita por alunos da Escola Nossa Senhora Auxiliadora. Os pequenos estudantes saíram às ruas, recentemente para lembra que as "pretinhas" poderão desaparecer de Cachoeira do Campo, se providências em sentido contrário não forem tomadas com urgência.
http://www.ouropreto-ourtoworld.jor.br/a_jabuticaba.htm

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