Viveiro de Mudas - Arvores Nativas e Arvores Frutiferas

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Nossa Jabuticabeiras são produzidas em nosso
Viveiro de Mudas Floresta em Tupã - São Paulo
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domingo, 28 de abril de 2013

Jabuticabeiras e Aspectos Gerais


Aspectos Gerais

Jabuticaba
Planta frutifera de origem sul-americana (brasileira), conhecida há mais de 400 anos, também existente no Paraguai, Uruguai e Argentina. Indigenas tupis saboream seu fruto, que chamavam jaboticaba jaboti (cágado), caba (lugar onde) na forma natural ou em bebida fermentada que preparavam. Muito conhecida no sul do país a jaboticabeira é encontrada vegetando desde o estado do Pará ao Rio Grande do Sul.

Usos da Jaboticabeira

Planta: a madeira, resistente, é destinada ao preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas.
Fruto: em uso caseiro o fruto é consumido ao natural ou usado no preparo de doces, geleias, licores, vinho, vinagre. Em indústria, o fruto é usado para o preparo de aguardente, geleias, jeropiga (vinho artificial), licor, suco, xarope; o extrato do fruto é usado como corante, de vinhos e vinagres.
Em medicina caseira utiliza-se: o chá-de-cascas para tratar anginas, desinteria e erisipelas; a entrecasca do fruto, em chá, destina-se ao tratamento de asma.

Botanica / Descrição / Tipos

A jabuticabeira é vegetal da família Myrtaceae, Dicotiledonae, genero Myrciaria, que possue varias espécies a saber: M. coronata (jaboticaba coroada), M. cauliflora (jaboticaba paulista), M. peruviana (jaboticaba de cabinho), M. grandi flora (jaboticatuba), M. jaboticaba (jaboticaba sabara), entre outras.
Planta com porte variavel (3 a 9 m. de altura - segundo a espécie), cauliflora (flores em tronco e ramos), folhas opostas e lanceoladas, flores brancas; fruto globoso, de tamanho variavel (diametro entre 1,6 a 2,9 cm.), cor variada (roxa, branca, verde, rosada) quando maduro, polpa branca, saborosa e doce, com 1 a 4 sementes amareladas..
Entre os tipos mais comuns encontra-se: Sabará: árvores pequenas, com grande potencial produtivo, ou árvores grandes com pouco potencial produtivo, frutos pequenos, roxos, doces, de maturação precoce.
Paulista: árvore de grande porte, frutos grandes, escuros, com maturação tardia. 
Branca: árvore pequena, com frutos tamanho médio, cor verde-clara. 
De cabinho: com frutos pequenos, rosados, claros, que possuem pedunculo (cabinho) comprido.

Necessidades da Planta

Clima
Planta de clima tropical e subtropical úmido, sem excesso de umidade; não suporta estiagens prolongadas e geadas fortes. Em regiões secas o cultivo da jaboticabeira requer irrigação adequada; jaboticabeiras desenvolvendo-se bem são encontradas em regiões onde a temperatura média anual está em torno de 20ºC (Rio Grande do Sul) a regiões onde a temperatura média anual está em torno de 30ºC (Pará). A pluviosidade mínima (chuvas) requerida é de 1.000mm./ano( ideal em torno de 1.500mm./anuais bem distribuidos).
A umidade relativa do ar entre 75% a 80% e luminosidade em 2.000 horas/luz/ano. Com cortinas quebra-vento (eucalipto, grevilha, pinus) o pomar deve ser protegido de ventos dominantes.
Solos
Embora adaptável a solos de tipos diversos a jabuticabeira requer, preferencialmente, os silico argilosos; devem ser profundos, bem drenados, ferteis, com boa umidade (na floração/frutificação), pH 6,5-7,0. Os terrenos devem ter altitude até 500 m.; a planta não se adapta às várzeas.

Propagação

A jabuticabeira pode ser propagada por sementes, por estaquia, por enxertia; embora mais precoces que as plantas pé-franco os enxertos produzem plantas de copas menores e menos produtivas.
Obtenção de Sementes
Os frutos fornecedores de sementes devem ser colhidos em plantas boas produtoras, precoces e isentas de pragas e doenças; a seleção do fruto subordina-se à forma, tamanho, coloração e natureza da superficie segundo caracteristicas da espécie. As sementes obtidas devem ser bem constituidas, vogorosas e sadias, na sua escolha, eliminar 28 a 30% delas (mal conformadas e chochas).
Um g. de semente pode conter de 40 a 50 unidades. Após romper sua casca (c/canivete ou unha) aperta-se o fruto para obter-se a semente envolta pela polpa; esta é eliminada deixando-a fermentar por 24 horas ou lavando-a com cal em peneira ou esfregando-a sobre peneira ou espremendo-a em saco de pano (tecido ralo). Em seguida a semente é espalhada sobre papel absorvente ou pano e colocada a secar à sombra.
Por perder poder germinativo facilmente a semente deve ser posta a germinar até 5 dias após a sua obtenção.

Formação de Mudas

Via sementes
Em canteiros de terra em sacos plásticos: Canteiros: para semeio de grandes quantidades de sementes. O canteiro deve ter 1,2 m. de largura, comprimento variável; a terra composta de 1 parte de areia, 1 parte de terra argilosa e 4 partes de terra de mata (fértil), com supeficie destorroada a aplainada.
O semeio é feito a 1-2 cm. de profundidade, com espaçamento 30 cm. (entre linhas) e 10 cm. (entre sementes). Abre-se sulcos transversais, semeia-se, fecha-se sulco e irriga-se bem. A germinação ocorre em 15 a 30 dias: 6-12 meses após o lançamento das primeiras folhas a muda com 15 cm. de altura é repicada para viveiro ou para saco plástico com terra bem estercada. Dois meses antes da repicagem o leito do canteiro deve ser preparado; nele abre-se sulcos com 20 cm. de profundidade e que recebem 100 g. de superfosfato simples misturados a 6 Kg. de esterco de curral para cada m. de sulco.
A repicagem é feita num espaçamento de 80 cm. x 40 cm. Ao atingir 60 cm. de altura a muda estará apta do plantio em campo. Para acelerar o desenvolvimento da muda em canteiro e viveiro pode-se preparar mistura de 30 g. de ureia, 30 g. de cloreto de pótassio e 50 g. de superfosfato simples, toma-se 5 gramas dessa mistura e dissolve-se em 10 l. de água. Aplica-se ao solo ao lado plantinha de 15 em 15 dias, a partir das primeiras semanas pós emergencia.
Sacos Pásticos
O substrato para enchimento do saco é semelhante do da terra para leito do canteiro, substituindo 1 parte de terra por 1 parte de esterco. O semeio e tratos são similares aos do canteiro. As dimensões do saco devem ser 15 x 25 ou 18 x 30.
Vias Estacas
Na primavera retira-se da planta ramo com 80 cm. de comprimento com 5-7 cm. de grossura, aponta-se sua extremidade inferior, lasca-se em cruz e, com marreta, enterra-se 2/3 da estaca, irrigar.

Plantio

Irrigar um pouco o fundo da cova e colocar o torrão com a muda (mantendo colo da planta 5 cm. acima do superficie) na cova e encher cova com mistura terra / adubo. Fazer pequena bacia, em torno da muda, irrigar com 20 l. de água e colocar cobertura morta (palha, capim seco) em 5 cm. de altura.

Tratos Culturais

Ervas
Efetuar capinas em "coveamento" a plantas; manter ervas daninhas sob controle.
Podas
Eliminar galhos que tendam a "fechar" a copa para facilitar arejamento e penetração de raios solares. Eliminar galhos secos, doentes, tortuosos e mal-distribuidos. Na formação da copa eliminar ramos da base do caule para que a copa fique a 80 cm. ou mais de altura do solo.
Adubação
Anualmente, no período das chuvas, adubar cada planta com 20 l. de esterco de curral mais 300 g. de superfosfato simples + 200 g. e cloreto de potassio, com leve incorporação. A cada 2 meses aplicar 50 g. de ureia à planta e incorporar.
Consorciação
Leguminosas não trepadeiras de pequeno porte, (feijão, amendoim e soja) são indicados para o consorcio.

Pragas e Doenças

Pragas

Cochonilhas
Capulinia spp, Homoptera, Asterolecaniidae. Sem carapaça, recoberto de pó branco, o inseto localiza-se na casca de tronco, galhos e ramos e pagina inferior das folhas.
Controle
Com luvas ou pedaços de aniagem friccionar galhos e ramos para expor o inseto; em seguida pulvereza-se óleo mineral a 1% a 1,5% ou óleomineral (750cm3) + diazinom 60 E (100 cm3) ou malatiom 50 CE (200 cm3).
Broca-das-Mirtáceas
Timocrata albella (Zeller 1839) Lepidoptera, Stenomidae. O adulto é mariposa de corpo e asas brancas; a lagarta desenvolvida tem coloração violeta e 25-35 mm. de comprimento. Agromeração de excrementos e pedaços de casca ligados por fios de seda em tronco e ramos são sinais da praga.
Controle
Tira-se a camada de excremento e injeta-se 2-3 cm. de gasolina ou paratiom no orifício e fecha-se o orifício com barro ou cera de abelha.
Gorgulho da Jaboticaba
Conotrachelus myrciariae (Marsh, 1929) Coleoptera, Curculionidae - Adulto, besouro amarelado e larva (lagarta) branca, sem pernas, que alcança 9 mm. de comprimento. A lagarta devora polpa e sementes.
Controle
Catação / destruição de frutos atacados, pulverização de frutos com Fentiom 50 CE (200 / 100 l. de água) ou Paratiom 60 E (100 ml. / 100 l. de água).

Doenças

Ferrugem
Puccinia psidii Wint. (fungo) - Doença afeta folhas, botões, flores, frutos e ramos; manchas necroticas circulares. cobrem-se de massa pulverilenta de cor amarelo-vivo (frutificações do fungo).
Controle: pulverizações com calda bordalesa ou fungicidas cupricos ou com mancozeb ou benomyl.

Colheta / Rendimentos

Três meses após a floração a jaboticabeira inicia a frutificação; com adubação mais intensa e sob regime de irrigação artificial, a jaboticabeira pode dar 2 a 3 floradas/ano.
O ponto de maturação é mostrado por cor bem escura da casca (salará coroada de cabinho, ...) ou cor verde-clara e macios à compressão com os dedos (branca), entre outras.
A colheita é feita à mão, com auxilio de escadas; os frutos são colocados em sacos a tiracolo (sem deixar cair no chão). Desses sacos passam a cestas ou caixa pequena (para evitar esmagamento) sem forro (para circular ar). Tendo casca consistente o fruto apresenta boa conservação e resiste bem ao transporte. Uma jaboticabeira pode produzir 200 Kg, 500 Kg, 800 Kg e até acima de 1.000 Kg (sabara) de frutos por ano. A planta inicia produção entre 5º a 8º ano e a produção pode prolongar-se por 30 anos ou mais.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

EDITORA ABRIL S/A
Guia Rural Plantar
São Paulo - 1991
MATTOS, JOÃO MATTOS - JABOTICABEIRAS
Publicação IPRNR Nº 10 - Porto Alegre 1983
Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
CASA DA AGRICULTURA
Jabuticabeira, Planta Nativa V.2 Nº 6 nov/dez/1980
São Paulo
F.A M. MARICON
Inseticidas e seu emprego no combate às pragas
Biblioteca Rural - Livraria Nobel S/A
REVISTA TODA FRUTA
Vol. 4 Nº 39 outubro/89
Fonte: www.seagri.ba.gov.br
Jabuticaba


Nome popular: jabuticabeira; jabuticaba-preta
Nome científico: Myrcia cauliflora Berg
Família botânica: Myrtaceae
Origem: Brasil - Mata Atlântica.
Jabuticaba
"Atrás do grupo-escolar ficam as jabuticabeiras.Estudar, a gente estuda. Mas depois,ei pessoal: furtar jabuticaba.Jabuticaba chupa-se no pé.O f urto exaure-se no ato de furtarConsciência mais leve do que asaao descer,volto de mãos vazias para casa." MENINO ANTIGO Carlos Drummond de Andrade

Características da planta

Árvore de até 8 m de altura e porte piramidal. Folhas vermelhas quando jovens, verdes posteriormente. Suas flores são alvas e surgem diretamente do caule. Floresce duas vezes ao ano: de julho a agosto e de novembro a dezembro.

Fruto

Arredondado de coloração roxo-escura, com polpa esbranquiçada, adocicada, envolvendo de I a 4 sementes. Surge de agosto a setembro e janeiro a fevereiro.

Cultivo

A jabuticabeira prefere solos profundos e ricos em matéria orgânica. Exige muita água. Desenvolve-se em qualquer tipo de clima e solo. O crescimento é lento e 0 plantio deve ser feito na época das chuvas, por sementes e enxertia.
Quem nunca provou um "beijo de jabuticaba" roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco. Homens de todas as idades, animais, pássaros e insetos de todo tipo disputam seus frutos com voracidade.
Árvore de grande longevidade, a magnífica jabuticabeira costuma demorar para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva.
Protagonizando verdadeiros espetáculos de beleza e fartura, na floração, a árvore se cobre de pequenas flores brancas e muito perfumadas. Depois, na frutificação, o exagero de frutos costuma espantar os desavisados.
Na jabuticabeira, são milhares e milhares de flores e de frutas que nascem e crescem grudadinhas por toda a superfície dos galhos e, até mesmo, do tronco até o rés do chão.
Nessas ocasiões, as jabuticabeiras estão sempre repletas de frutos em todas as fases de maturação, colorindo, em geral, toda a árvore por tonalidades que variam entre o verde e o roxo quase negro.
Algumas variedades de jabuticabeiras apresen-tam frutos desenhados por finas estrias de cor carmim; outras, produzem jabuticabas de tom oliváceo e listras escuras.
Os frutos são redondos como bolinhas de gude e de seu tamanho, às vezes um pouco maiores: dependendo da variedade, algumas jabuticabas aproximam-se da forma e do diâmetro de uma grande ameixa. Em todos os casos, porém, a casca resistente e escura rompe-se facilmente com uma leve mordida, deixando escapar a polpa esbranquiçada e sumarenta. Na maioria das vezes, de sabor agradavelmente doce, essa polpa envolve no máximo quatro pequenas sementes em cada fruto.
Existem diversas qualidades de jabuticabeiras e de jabuticabas, uma verdadeira coleção que alcança de 12 a 15 variedades diferentes.
Entre elas, cerca da metade é bem produtiva; a outra metade, nem tanto.
A Sabará, entre todas a mais cultivada e famosa jabuticabeira, tem também o fruto mais apreciado e mais doce. A Paulista, árvore de grande porte se comparada às outras, tem tudo grande: os frutos roxos e a produção. A Rajada oferece frutos grandes de cor esverdeada, e muito doces. A Ponhema é a melhor para a produto de geléias e doces.
Na verdade, esse não é um privilégio da jabuticabeira Ponhema: o suco de qualquer uma delas obtido por maceração, levado ao fogo com pouco açúcar, com ou sem as cascas, resulta em uma esplêndida geléia, que pode ser servida como sobremesa ou doce e, até mesmo, como acompanhamento para pratos salgados como aves e carnes bovinas.
A partir da fermentação dos frutos com casca, costuma-se também produzir um licor caseiro bastante apreciado no interior do país. Em Goiás, aproveita-se ainda a casca da jabuticaba semi-amadurecida, ainda um pouco esverdeada, para a produção de compota.
Todas as jabuticabeiras são árvores nativas do Brasil e, até hoje, podem ser encontradas espontâneas na maior parte do país. São, no entanto, mais freqüentes em Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná, encontrando-se, também, em paragens longínquas.
Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, dando formação a extensas capoeiras e matas repletas pela árvore, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo.
Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante freqüente - e seria bom que continuasse a sê-lo - o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por diferentes variedades de jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabuis que, sem qualquer pretensão comercial, proviam de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados.
Apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas.
Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.
E depois, quem já foi criança, como o poeta, e já enlouqueceu ao descobrir uma jabuticabeira repleta de frutos, sabe que "jabuticaba chupa-se no pé"!

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